sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Reinauguração!


Relato Agora sou Mãe - Parte I


Depois de alguns bons anos, eis que retorno para compartilhar uma das maiores bençãos que se pode receber. A de se ter um filho, não vou dizer que é ser mãe, porque não seria justo com os papais, então é isso. Não sei com que tempo vou conseguir escrever, mas vou tentar, um porque eu quero e dois porque eu preciso.

Foram muitos sentimentos confusos até o momento de nos tornarmos pais, então decidi compartilha-los porque tenho a chance de dividir com outras pessoas que as vezes tiveram ou têm as mesmas, dúvidas e medos que nós tivemos, e é claro aprender com a experiência de vocês.

Sempre tive medo de ter filho, porque sou uma pessoa que não tem paciência. Pensava que não daria conta e seria melhor não ter para que a criança e eu não sofresse com essa minha falta de paciência.

Casei em 2010 e falava com Diego (meu marido) que não queria ter filhos, ele acabou se acostumando com a ideia e não pensávamos muito sobre isso, apesar das súplicas da minha mãe para que eu lhe desse um neto, apesar de ela já ter dois do meu irmão mais novo (sou filha do meio, tenho dois irmãos), então não me preocupava.

Em janeiro de 2015 meu pai sofreu um acidente de moto. Quebrou o acetábulo e ficou um mês no hospital e mais dois na cama em casa. Saí as pressas aqui de BH pro ES por conta disso, e em um dos dias que estava com ele no hospital ele me perguntou quando eu teria um bebê. E eu respondi que a principio não tão cedo. Mas essa ideia ficou martelando na minha cabeça e começou a surgir um monte de sentimentos controversos e eu não sabia o que fazer.

Voltando pra BH comecei a pesquisar sobre gravidez, sobre idade para se engravidar, em que momento era mais arriscado o bebê ter algum tipo de problema enfim... chamei Diego pra conversar e falei com ele, vou fazer 35 anos, estou ficando velha, se quisermos um bebê o momento é agora, ele ficou meio passado, disse que como eu já tinha falado que não queria ter filhos e era uma surpresa do nada eu falar, é agora ou nunca.

Na verdade eu nunca tive certeza absoluta se queria ou não queria ter filhos, o que eu tinha certeza é que minha vida era boa do jeito que estava e eu não me sentia preparada para ser mãe. Mas o tempo urge então... escolhi o médico que fez o parto da mãe do Diego quando ele nasceu porque não conhecia nenhum aqui em BH para saber a quantas andava a minha saúde.

Descobri que tinha ovários policísticos e se quisesse engravidar teria que fazer um tratamento de 6 meses tomando um determinado anticoncepcional  diferente do que eu estava acostumada a tomar, segundo o médico e que depois dessa etapa eu teria que fazer um outro tratamento para induzir a ovulação.

Tomei o anticoncepcional de janeiro a julho e o suspendi, e também já estava tomando acido fólico e decidi que não faria a segunda parte do tratamento, e que se fosse da vontade de Deus eu engravidaria independente dessa indução que eu teria que fazer.

Então começamos a tentar, agosto, setembro, outubro e nada, no princípio de novembro acabei chamando Diego pra conversar dizendo que eu queria desistir, que nossa vida era boa do jeito que estava e que era melhor deixar essa ideia pra lá.

Comprei uma caixinha de anticoncepcional com três cartelas, mas como eu já estava menstruada teria que começar a tomar a partir de dezembro e já que se eu não tinha engravidado até ali, não ia ser nesse restinho de tempo que eu ia engravidar... mas foi.


continua...





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